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 Fábio Cimino 

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01 . 11 . 2012

O estilo e a personalidade do marchand Fabio Cimino nos chamou a atenção. Ficamos curiosas pra conhecer seu apartamento, localizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

À frente da Galeria Zipper, ele nos conta como é trabalhar cercado de jovens – funcionários e artistas – e com seu filho Lucas, companheiro de vida e trabalho.

Como começou a trabalhar com arte?
De certa maneira foi por acaso. Larguei o curso de administração e, aos 21 anos, comecei a trabalhar com a Raquel Arnaud. Depois dessa e de outras experiências decidi fundar a minha própria galeria. Em 1997, abri as portas da Brito Cimino.

Como foi deixar uma galeria consolidada para criar a Zipper?
É claro que no começo fiquei sem chão. Afinal, durante 12, 13 anos eu dediquei minha vida àquele projeto. Passou o susto e decidi trabalhar com o lançamento de novos artistas e amadureci a ideia de montar a Zipper. Fiz uma pesquisa intensa. Recebi mais de 200 portfólios, visitei mais de 60 ateliês. Hoje meu trabalho é um exercício de liberdade, não preciso fazer o que todo mundo está fazendo. É uma coisa mais antropofágica, um processo só nosso que se redescobre e se alimenta.

Existe uma dica para reconhecer um artista promissor?
Meu trabalho é muito intuitivo no sentido de olhar os caminhos que o artista pode fazer, a dedicação, o compromisso, o caminho que ele quer trilhar… O que eu busco realmente é o ser humano, o cara que se dá a liberdade de fazer o que quer e quando quer: um artista de alma. Eu nunca me enquadrei em nenhum formato, portanto, não quero enquadrar ninguém. Pra mim é muito importante analisar o portfólio junto com o artista, trocando ideia, entendendo quem ele é, porque faz o que faz e daquela maneira.

Como é sua relação com a galera mais jovem da galeria?
A Zipper é uma galeria de artistas jovens, feita por jovens, para jovens compradores. Como marchand tenho que estar conectado ao meu tempo, captando o frescor, o que é novo, o que está brotando. Não se trata apenas de vender, mas de construir uma história. Estou sempre em busca da renovação e da inovação, e nesse sentido minha equipe, que é jovem e antenada, é fundamental. Eu não invisto apenas no mercado, mas no ser humano. A galeria não tem meu nome justamente porque trabalho com pessoas que estou formando e informando – para que seja algo maior, que tenha longa vida.

Que outras atividades tem com seu filho além do trabalho?
O Lucas é um grande companheiro. Filho, amigo e parceiro no trabalho e na vida. É meu braço direito. Alimentamos uma boa relação também fora da galeria saindo para jantar, conversar, beber…

Tem uma obra de arte preferida?
Não. Tenho um carinho enorme por todo meu acervo – e isso independe das obras serem de artistas consagrados ou de novos nomes.

Quais os três artistas preferidos de todos os tempos?
Impossível dizer. Primeiro porque não me agrada essa coisa de estabelecer um ranking, um panteão. A arte é um mundo tão vasto, são tantas possibilidades maravilhosas, visões tão divergentes e complementares que não há como privilegiar dois ou três nomes.

Qual o formato ideal para receber amigos em casa?
Com bom-humor e alto astral. Acho que o mais importante é as pessoas se sentirem à vontade, a coisa toda fluir. Reuniões sisudas ou muito formais não fazem muito o meu perfil

Qual a melhor parte de morar na Avenida Paulista? E a pior?
É um local cheio de possibilidades gastronômicas e culturais. Democrática, congrega tudo e todos. É aqui que São Paulo acontece. Falar em pior seria um exagero, pois os problemas da região não são mais graves do que os que estão presentes em qualquer outra da cidade, como o trânsito, por exemplo.

O que jamais teria na sua casa?
Prefiro não dizer. Até porque a palavra “jamais” me traiu algumas vezes…

A sua casa é uma extensão da galeria?
A minha casa é uma extensão da minha vida, da minha visão de mundo e de tudo o que eu acredito. É claro que no final isso significa que esse é um espaço onde eu também exercito meu olhar artístico e recebo os amigos – assim como na Zipper.

Com qual frequência você troca os objetos/arte da sua casa?
Isso é absolutamente relativo. Depende do meu estado de espírito. Em geral, de tempos em tempos, tiro alguns quadros, mudo tudo de lugar.

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